Lidando com a nossa prepotência no consultório


Nós como psicólogos temos que conhecer as nossas potências e reconhecer as nossas limitações. Tem um monte de coisa que conseguimos fazer pelo nosso paciente e várias que não podemos fazer.


Por exemplo: um paciente que precisa aprender a se relacionar, pode usar a relação com o terapeuta para desenvolver repertório, para aprender a ter intimidade e se posicionar.


Mas, só o teste da experiência que vai trazer para ele a chance de realmente se desenvolver quando se trata das questões sociais. Um terapeuta em um consultório nunca vai dar para o paciente a experiência de estar em um grupo.


E isso se aplica a outras situações também. Um paciente que tenha questões com o próprio corpo, pode se beneficiar de viver a experiência de fazer uma massagem; ou o que nunca pode brincar quando era criança, pode se desenvolver fazendo um curso de arte...


A gente precisa apoiar esse paciente a buscar espaços que são terapêuticos, mas não são terapia. Não podemos ter medo de que ele vá para outros espaços terapêuticos e abandone a sessão.


Até porque, se ele abandonar a terapia, é porque a terapia não está fazendo sentido para ele. É importante estar ao lado dele para que ele possa construir sua própria rede terapêutica.


E essa rede envolve sim um psicólogo, mas também um grupo de apoio, espaços como cursos, atos de autocuidado e tantas outras coisas.


Se você se perceber com medo do seu paciente frequentar outros lugares, você deve avaliar o quanto está inseguro na sua prática e cuidar disso na sua própria terapia, para que você possa funcionar como um incentivador.


Para finalizar, a terapia é muito importante, mas outros espaços de descobertas também são terapêuticos e relevantes para o desenvolvimento dos pacientes.


Conta pra mim, terapeuta, você é um incentivador dos seus pacientes?


Quais outros espaços terapêuticos, além da terapia, seus pacientes frequentam?


Bjpro6

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo