Como ajudar um paciente gay que faz uso de drogas


Vimos no post anterior, que a maioria dos homens gays que utiliza drogas não o faz apenas para melhorar o sexo ou pela recreação, mas para lidar com questões mais densas e profundas.


Então, como nós terapeutas podemos ajudá-los? Para começar, é importante trabalhar alguns processos integrativos. Não é um caminho fácil, mas nenhum processo de integração é simples.


Temos que ir construindo com o paciente todos os processos que fazem com que ele precise ter, por exemplo, uma identidade “dentro” e uma “fora” das drogas.


É importante ir trabalhando com esse paciente a ideia de certo e errado, de moralidade, de julgamentos sociais, de heteronormatividade...


Também é importante flexibilizar com o paciente uma construção ética. Não a partir do que é certo ou errado, mas pensar no que é bom ou ruim para ele.


Transformando esse processo moralizante, em um processo ético de reflexão, permitindo que ele, criativamente, transforme o mundo a partir de si.


Mostrar para ele que, querer parecer quem ele não é, pode ser uma violência contra ele mesmo. Que ele não precisa se encaixar no “padrão da sociedade”, não precisa ter vergonha ou querer esconder seus desejos e vontades.


Que ele estar drogado não muda o fato de que ele está vivenciando aquelas experiências. E que se elas são boas, se fazem bem, ele não precisa estar drogado para vivê-las.


É preciso que ele perceba que integrar também é validar o seu desejo. Claro que, isso não acontece de uma sessão para outra, é um processo. É necessário ir trabalhando ponto a ponto cada questão.


Conta pra mim, terapeutas, quais outras dicas dariam para tratar essa questão? Vamos trocar experiências.


Bjpro6

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