Se assuma: é por você


“Mas, Caio meu pai mora longe, nem convive comigo”, “Minha mãe tem Alzheimer”, “Meu pai já morreu”, “Só encontro com meus primos nas festas da família”, “Não preciso misturar o trabalho com a minha vida particular”, “Não vai fazer diferença eu contar para eles ou não”...


Quando trato dessa questão da saída do armário, muitos me fazem alguns desses questionamentos, do para quê contar para todo mundo, alegam que não faz sentido, que eles não têm obrigação de contar para todas as pessoas.


Primeiramente, não têm mesmo! Ninguém tem obrigação de sair do armário, de contar para todas as pessoas que convivem, de apresentar o namorado para a família e para os amigos. Cada um é livre para escolher os próprios caminhos.


Dito isto, o que quero refletir com vocês é que sair do armário não é para o outro, é para nós mesmos. Para os outros pode até não fazer diferença mesmo você contar ou não, mas para você, pode mudar completamente os rumos da sua vida.


Sair do armário é sobre cada um! É para que eu avance, emocionalmente falando, é sobre a minha coragem de me colocar para fora e enfrentar o mundo, é sobre eu sair de um lugar de medo e de vergonha, e poder caminhar para um lugar de orgulho e de potência.


Seu pai já morreu? Escreve uma carta para ele, conta tudo que não deu tempo de falar antes da partida dele. Sua mãe tem Alzheimer? Conta para ela e se ela uns dias depois perguntar sobre a sua namorada, conta de novo que, na verdade, é um namorado.


Porque não é só sobre contar, é sobre trocar uma experiência de estar escondido por uma experiência de orgulho de si!


E se você quer entender melhor porque e como contar, se você também quer ter orgulho de ser quem você é, minha Comunidade Gays Conscientes pode te ajudar.


Bjpro6


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