Psicólogo afirma que massacres como o de Suzano, podem estimular novos assassinatos



Nesta quarta-feira, 13 de março de 2019, dois ex-alunos de uma escola em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo, invadiram a instituição de ensino e mataram sete pessoas. Antes, a dupla assassinou o tio de um dos dois atiradores. Após o ataque, um dos jovens matou o outro e na sequencia cometeu suicídio.


Nas redes sociais, usuários lembraram de outros episódios, e os termos Columbine e Realengo, ficaram em alta nos assuntos mais comentados do twitter.


As cenas sucessivas de horror podem estar interligadas no ponto de vista psicológico. Segundo uma publicação da BBC, um psicólogo americano acredita que a recorrência dos fatos pode estimular novos ataques.


"Alguns desses ataques ganham tanta atenção da mídia que isso acaba se tornando muito desejável para outras pessoas, e elas podem acabar tentando seguir os passos desses autores", disse psicólogo Peter Langman, a rede BBC. "É como se esse fenômeno estivesse se alimentando de si mesmo.", pontua.


Um dos responsáveis pelo massacre de Suzano, Guilherme Taucci de Monteiro, de 17 anos, antes de se dirigir à escola, publicou em seu Facebook imagens com uma máscara de caveira e com uma arma.


"Muitos atiradores escreveram comentários sobre isso. Eles querem conseguir tanta fama quanto o atirador anterior. Ganhar reconhecimento imediato. Entrar para a história. Querem ser famosos", diz o psicólogo.


Para Peter, órgãos de imprensa e do governo deveriam divulgar menos informações dos autores dos crimes. "Evitar tudo que possa tornar o atirador um tipo de herói para outras pessoas que estão em risco de cometer violência", resume. "O melhor é sempre focar nas vítimas, e não no autor.", comenta Langman.

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