O primeiro amor de um homem gay é o seu pai


Quando eu falo isso em processos terapêuticos para homens gays, de maneira geral, as reações são: “Não, imagina, eu nunca tive uma boa relação com o meu pai” ou “Eu odeio meu pai” ou “Eu não tenho nada a ver com o meu pai”...


Muitos homens gays têm uma relação conflituosa com os seus pais e acham que eles estão bem resolvidos com os pais deles lá e eles aqui. Mas, querendo ou não, o homem gay tem a primeira experiência de amor com outro homem, com o seu pai.


O seu pai é o primeiro homem que você amou. E a primeira vez que a gente ama um homem molda o jeito que a gente se relaciona.


O jeito que a gente foi visto com valor ou não pelo nosso pai, o jeito que a gente conseguiu ou não a aprovação dele, o jeito que tentamos agradá-lo...


E se não olharmos para a nossa primeira experiência de amor, corremos o risco de repetir, mesmo que inconscientemente, um monte de processos vividos na infância com os nossos parceiros adultos.


A gente pode buscar aprovação, quando nosso pai não aprovou; podemos tentar garantir amor, escondendo partes nossas que aprendemos que era feio; podemos achar que todo homem está pronto para rejeitar a gente...


Ou a gente pode se esforçar ao máximo para que esse homem valorize coisas em nós, sem acreditar que isso seja possível. Podemos ter dificuldade com o contato físico ou uma carência de contato físico. Enfim, são tantas variáveis.


Mas, o mais importante aqui é você refletir como a sua relação com essa primeira figura masculina de afeto se deu e quais são os impactos disso na sua vida hoje como homem adulto.


Esse é um assunto extremamente complexo, denso e que não daria para ser esgotado apenas nessa postagem. Mas, eu queria lançar luz para esse tema tão importante, já que não podemos falar de cura das nossas feridas emocionais sem passar pela nossa primeira relação de afeto.


Esta semana estamos falando de um assunto delicado, que é a relação com o nosso pai. E isso pode abrir a percepção que nós precisamos nos cuidar emocionalmente. Então, não fique sem ajuda, busque terapia, grupos terapêuticos...


E se você for um homem gay, dá uma olhada na Comunidade Gays Conscientes, um espaço de desenvolvimento, autoconhecimento e cura das nossas feridas emocionais.


Só vem!


Bjpro6

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