O lugar da religião no consultório


“Caio, você é psicólogo e fala sobre religião? Mas, psicólogo pode ter religião?”


Pode ter religião e pode falar sobre religião!

E é exatamente isso que o “De Psi pra Psi” vai abordar hoje! Bora lá?


Nós terapeutas podemos sim ter uma religião e falar sobre o tema, desde que a nossa prática clínica seja baseada em princípios teóricos e técnicos científicos e não em crenças religiosas.


A Psicologia é laica, ou seja, não pertence a nenhuma ordem religiosa. Logo, o terapeuta não pode utilizar de nenhuma prática que não seja científica, como conversão religiosa, astrologia, tarot...


Ou ainda, usar de base religiosa como se fosse psicologia, inventando “curas” e soluções sem comprovações.


Agora, fora do consultório, eu e todos os outros terapeutas do país podemos praticar qualquer religião ou crença que faça sentido para as nossas vidas.


Também é importante que nós terapeutas tenhamos respeito pela religiosidade dos nossos pacientes. E mais, que a gente pesquise e compreenda a visão de mundo daquela religião.


Não são raros os casos de intolerância religiosa que acontecem dentro dos consultórios pelo Brasil, e a gente deve lutar contra isso e produzir sempre uma prática mais respeitosa na clínica.


Em resumo, o terapeuta fala de religião no consultório, mas ele fala da religião do paciente, a partir da perspectiva do paciente, para ajudar o paciente a se vincular melhor com a sua própria religião.


Contem pra mim terapeutas, a religião foi ou é uma questão complicada para vocês?


Já tiveram algum problema no dia a dia da clínica por conta de questões religiosas?


Bjpro6


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